Olá, e bem vindo ao blog dos Atrofiadex sobre o livro "Graças e desgraças da corte de El-Rei Tadinho" de Alice Vieira. Estamos a fazer este blog porque gostavamos muito que o nosso colégio fosse uma das 10 escolas do futuro, o grande prémio do concurso Sapo Challenge. Como ler é muito importante, com este blog queremos transportar quem nos visita para o Reino das Cem Janelas. Pelo caminho vão ficar a conhecer melhor a autora deste fantástico livro.
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Já que está quase a terminar a segunda fase do grande concurso Sapo Challenge, os Atrofiadex decidiram aproveitar bem um Sábado com muitas nuvens, dormir um bocadinho menos, e dar os últimos retoques.
Para que todos fiquem ainda mais curiosos com o livro que falamos neste blog, decidimos contar, sem desvendar muitos segredos, esta história que mistura reis, fadas, bruxas e até dragões com cinco cabeças.
Esta história tem como personagem principal um rei, o Tadinho, que vive no Reino das Cem Janelas. Depois de ele e o seu conselheiro se meterem numa grande confusão com o dragão do reino (que nós não vamos contar qual foi) el-Rei Tadinho é obrigado a ir pedir ajuda à bruxa de serviço no reino. Só que as coisas não correm muito bem e a bruxa é levada pelo dragão. Surge então um grande problema, porque reino sem bruxa não é um verdadeiro reino. Então o rei lembrou-se de colocar um anúncio no jornal para ver se arranjava uma bruxa nova. Mas como o rei lia muito mal, esteve quase três anos a ler cartas e, depois desse tempo todo, foram seleccionadas cinco bruxas para ir a uma entrevista. Acontece que nenhuma das quatro primeiras era grande coisa e, por isso, foram todas eliminadas. Mas a quinta bruxa foi escolhida por ter sido muito útil ao rei ao resolver um problema gravíssimo que lhe aconteceu (que nós também não vamos dizer qual foi). O rei ficou tão feliz que casou com ela, e juntos tiveram muitos filhos, em especial uma princesa que escrevia com muitos erros. Querem saber mais? Então leiam o livro que vai valer a pena.
A 2ª fase do Sapo Challenge está a terminar e nós decidimos apresentar-vos melhor as personagens principais deste livro tão engraçado.
A personagem principal é o nosso querido rei Tadinho, que mora no Reino das Cem Janelas. Tadinho é bis-bis-bisneto de el-rei Tadão, fundador da dinastia. Nunca foi muito bom aluno, durante os anos que andou na escola e, nesse tempo todo, só conseguiu aprender a ler, e mal.
Sempre perto de el-rei Tadinho está o Conselheiro, que passa a vida a inventar Decretos-Lei e que, às vezes, com esses decretos põe o rei em grandes confusões.
Existe também o dragão das cinco cabeças, que não tem muita paciência para brincadeiras e que passa a vida a deitar baforadas de fumo.
A bruxa de estimação do Reino das Cem Janelas, que em tempos namorou com o tetra-tetra-tetravô de el-rei Tadinho. Era sempre chamada a dar a sua opinião em alturas difíceis e voava à vontade sem pagar impostos.
A Riquezas, uma fada pouco inteligente, que em tempo de crise arranja um emprego como bruxa e acaba casada com o rei.
A princesa, filha de el-rei Tadinho e de Riquezas que sempre que escreve alguma coisa enche as palavras de "rr" e de "hh".
Como se pode ver, com estas personagens o livro só pode ser muito divertido. Vale a pena ler e conhecer melhor esta história de uma monarquia muito especial.
Os Atrofiadex descobriram, depois de horas e horas e horas e horas a navegar no mar da Internet, que o livro "Graças e desgraças da corte de el-Rei Tadinho" já foi posto em cena entre os dias 22 e 28 de Novembro de 2005, no Festival de Teatro da Covilhã.
A peça foi encenada por José Mascaranhas, que desde que há muitos anos sonhava transformar este livro num teatro, desde que leu o livro para o seu filho quando ainda era pequeno. A interpretação esteve a cargo de Susana Teixeira, Adriano Bailadeira (que fez o papel de el-Rei Tadinho), Rui Ferreira, Verónica Barata e Victor Pires.
Todos se divertiram muito, como já era de se esperar, com "o rei iluminado, a bruxa, o conselheiro, o dragão das cinco cabeças, os dois gnomos, o arauto, o físico, a avó, o pai e a fada Riquezas, as personagens que viviam no “Reino das Cem Janelas”. Nesse reino, “a crise quando nascia era para todos”, “nem sequer o rei escapava à força da lei”."
Fontes bibliográficas:
http://www.urbi.ubi.pt/051122/edicao/303
Acedido em 3/2/2007.
Aqui estão os Atrofiadex com mais um excelente trabalho jornalístico. Desta vez, uma reportagem sobre a vida e obra da grande escritora Alice Vieira. Sabemos que a maior parte das pessoas não gosta de perder muito tempo a ler, mas vale a pena pararem um bocadinho e lerem o nosso fantástico trabalho jornalístico. Boa viagem até
Alice Vieira é uma das mais importantes autoras portuguesas de livros para crianças e jovens.
As suas obras foram traduzidas para várias línguas, como o alemão, o búlgaro, o basco, o castelhano, o galego, o francês, o húngaro, o neerlandês, o russo e o servo-croata.
Os Atrofiadex não foram ter com ela, mas, com os conhecimentos que temos sobre a sua vida e as suas ideias, criamos uma entrevista imaginária.
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Atrofiadex: Agora é escritora,
Mas em tempos foi jornalista.
Como é que isso a influencia?
Pode-nos dar uma pista?


Alice Vieira: Quando se é jornalista,
É-se contido a escrever,
E isso ajuda um escritor,
É bom de ver.
Ouvem-se muitas histórias,
E há sempre alguém que as vê,
A escrita fica mais rica,
E é bom para quem lê.
Atrofiadex: O “Rosa, minha irmã Rosa”,
Foi um livro premiado,
Como se sentiu na altura?
Era um prémio esperado?


Alice Vieira: A culpa foi toda dela,
Da minha filha Catarina, só podia ser,
Uma queixa que um dia fez,
Que não sabia que mais ler.
Se já tinha lido tudo,
Tínhamos de escrever uma nova história,
E na máquina de escrever,
Foi nascendo uma vitória.
Um concurso literário apareceu,
E eu enviei o “Rosa, minha irmã Rosa”,
O prémio ficou meu,
Através daquela prosa.
Com o prémio fomos passear,
Eu e os meus filhotes,
À Grécia fomos parar,
E divertimo-nos “ a lotes”.
Atrofiadex: O que mais a influenciou,
Quando começou a escrever,
A lembrar-se das crianças,
E do que elas queriam ler?


Alice Vieira: Hoje em dia, as crianças,
Só gostam de jogos de vídeos e de
computadores,
Ler já não é com elas,
E eu queria mostrar-lhes novos amores.
Atrofiadex: Quando visita escolas,
Conhece muitos alunos.
O que aprende com eles?
Eles têm novos rumos?


Alice Vieira: Os jovens que conheço hoje,
São diferentes do passado,
Cada caso é um caso,
E tem de ser analisado.
Inspiram-me para os livros,
Para os fazer mais reais,
Cada história é diferente,
Tem a ver com questões sociais.
Atrofiadex: Em todos os livros que escreveu,
Muitas personagens inventou,
Mas há alguma em especial,
Que mais a marcou?


Alice Vieira: Identifico-me com várias,
E utilizo muito os meus amigos e filhos,
Transformo-os em personagens,
Algumas que se metem em sarilhos.
Atrofiadex: Já alguma vez aconteceu,
Depois de escrever um conto,
Achar que não era bom,
E mandá-lo para o Ecoponto?


Alice Vieira: Já, e deitei-o fora,
Já tinha trinta capítulos feitos,
Achei que estava na hora,
Porque não estavam perfeitos.
Atrofiadex: De todos os escritores,
Do estrangeiro e de Portugal,
Há algum que goste mais,
Em especial?


Alice Vieira: Gosto do Eriço Veríssimo,
do José Saramago
e da Lídia Jorge,
Destes, e de muitos mais,
São todos grandes escritores,
Mas estes são especiais.
Atrofiadex: Para finalizar,
Uma mensagem pode deixar,
Para os jovens de hoje em dia,
Que os possa ajudar?


Alice Vieira: Não gosto de deixar mensagens,
Porque elas não são seguidas,
Mas como pedem com muito carinho,
Aqui vão algumas oferecidas.
A mensagem que vos deixo,
É que não façam nada por frete,
Tudo serve para aprender,
Até andar de trotinete.
Uma pessoa interessada,
É sempre muito mais activa,
Quer na vida social,
Quer até na própria vida.
Atrofiadex: E assim lá terminou,
A nossa entrevista especial,
Os Atrofiadex estão estafados,
E vão descansar até ao Carnaval.
http://www.eb23-diogo-cao.rcts.pt/Trabal
http://www.eb23-jorge-barros.rcts.pt/int ernet_8F/entrevistas/entrevista_a_alice_
http://html.editorialcaminho.pt/area_out
http://www.eps-penalva-castelo.rcts.pt/p
Acedidos em 12/2/2007.

"No dia 16 de Novembro de 1999, a escritora Alice Vieira esteve no nosso colégio e nós tivemos oportunidade de a entrevistar."
Paulo, 6ºD
"... fizeram-lhe muitas perguntas, sempre com sabedoria. No final, deu autógrafos a todos os que quiseram.
Eu acho que a entrevista à escritora Alice Vieira foi um êxito !"
Benjamim, 6ºD
"Fiquei a saber que muitos dos seus livros já estão publicados na Bélgica, em Espanha, no Brasil, na Alemanha ... O primeiro livro que publicou foi "Rosa, minha irmã Rosa". Livro este que já recebeu prémios e que está publicado em muitos países do mundo."
Diogo Ferreira,6ºD
"Alice vieira já escreveu 41 obras e a primeira leitora dos seus livros é sempre a sua filha, que também é escritora.
Quando está a trabalhar, acha que está a brincar com as palavras, porque está a fazer uma coisa de que muito gosta."
António Vito, 6ºD
"O próximo livro será sobre a biografia de Pedro Álvares Cabral e sairá em Janeiro..."
Luís Sérgio, 6ºD
Jornal "A Voz da Escola" do Colégio do Sagrado Coração de Maria, 1999
"El-Rei Tadinho tem ideias luminosas. Mas um dia, de repente, acorda sem luz. E nem o físico da corte atina com a causa de tamanha desgraça. A partir daqui, o Reino das Cem Janelas vai conhecer dias agitados, povoados de ministros que não sabem muito bem o que estão ali a fazer, de conselheiros diplomados em escrever decretos que não servem para nada, de um dragão que não tem tempo para ouvir discursos inúteis, de uma Bruxa-de-Estimação que decide mudar de vida, de uma Fada que, em tempo de crise, aceita qualquer trabalho, e de uma princesa que enche de "rr" e de "hh" todas as palavras."
Retirado do livro "Graças e desgraças da corte de El-Rei Tadinho", das Edições Caminho

Os Atrofiadex foram navegar na net, e conseguiaram reunir alguns factos sobre a vida de Alice Vieira, que vão ajudar todos a conhecer melhor esta grande escritora.
"A minha infância foi um corredor muito grande que rangia pela noite dentro, os termómetros com que me viam a febre, o sabor adocicado do Ceregumil que me faziam beber porque tinha vitaminas . A minha infância foi não ter tido amigos da minha idade, não ter ido à escola, não ter esfolado os joelhos, não ter sujado sequer os bifes de folhos que me vestiam sobre os fatos . A minha infância foram os amigos encontrados nas páginas dos livros, O Feiticeiro de Oz, As Aventuras de Tibicuera, O Romance da Raposa, O Menino Enjeitado, as Aventuras de Sandokan, do Lagardére, tantos, tantos. A minha infância foi também uma velha máquina de escrever, onde tentei juntar letras, fazer palavras, e que bonito era aquele som! A minha infância, acho que só começou quando entrei no Liceu Filipa de Lencastre e pela primeira vez brinquei com gente da minha idade. Da minha infância, acho que só gostei da máquina de escrever. Da minha infância, só isso guardo : está aqui, é nela que hoje escrevo. E o som ainda é o mais bonito de todos ."
Alice Vieira, Antologia Diferente: De que são feitos os sonhos?
Porto: Areal Editores, 1986, pág. 183
1943
Alice Vieira nasce em Arroios, Lisboa.
1958
Com apenas 13 anos inicia a sua colaboração no “Suplemento Juvenil” do Diário de Notícias.
1967
Entra na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para estudar Filologia Germânica.
1958
Começa a trabalhar no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa.
1969
Dedicou-se ao jornalismo profissional, começando a trabalhar no Diário Popular.
1975
Passa a ser jornalista profissional no Diário de Notícias.
1979
Desafiada pelos filhos, escreve o seu primeiro livro “Rosa, Minha Irmã Rosa” com o qual ganhou o seu primeiro prémio literário, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da
Criança.
1983
Ganha o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil com o a obra “Este Rei que Eu
Escolhi”
1991
Abandona o jornalismo activo.
Recebe o prémio de literatura juvenil da Alemanha, pela tradução alemã de Os Olhos de Ana Marta.
1985
Escreve o livro “Graças e Desgraças da Corte de El-Rei Tadinho”.
1992
Inicia a sua colaboração na SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).
1994
É indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.
1996
É-lhe atribuído, pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian.
1998
É de novo candidata ao Prémio Hans Christian Andersen da IBBY.
2004
Alice Vieira é homenageada no 9º Encontro de Professores de Português.
Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas de literatura infanto-juvenil, conquistando uma grande projecção nacional e internacional, tendo livros publicados na Alemanha, Brasil, Holanda, Republica Checa, Eslováquia e Bulgária.
Fontes bibliográficas:
http://www.eb23-diogo-cao.rcts.pt/Trabal
http://www.eb23-diogo-cao.rcts.pt/Trabal
http://www.loriente.com/biografias.html
http://jpn.icicom.up.pt/2004/05/06/alice
http://www.evora.net/bpe/sugest%C3%A3o_l
Acedidos em 4/2/2007.
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Colégio do Sagrado Coração de Maria
Fátima